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A noite caiu sem manchas e sem culpa.
Os homens largaram as máscaras de bons actores.
Findou o espectáculo. Tudo o mais é arrabalde.
No alto, a utópica Lua vela comigo
E sonha coalhar de branco as sombras do mundo.
Um palhaço, a seu lado, sopra no ventre dos búzios.
Noite! Se o espectáculo findou
Deixa-nos também dormir.
by
Fernando Namora
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~ por rosana em 22/10/2008.
Publicado em Literatura Portuguesa
Tags: neorealismo português, Novo Cancioneiro
irado seu poema!!
parabens!!
tbm escrevo, saco queira conhecer; gugagumma.blogspot.com
valeu
Muito bonito e a mais pura verdade… quantos palhaços estão a procura de espetaculos…
ADOREI…