Dor, dor de minha alma, é madrugada

E aportam-me lembranças de quem amo.

E dobram sonhos na mal-estrelada

 Memória arfante donde alguém que chamo

Para outros braços cardiais me nega

Restos de rosa entre lençóis de olvido.

Ao longe ladra um coração na cega

Noite ambulante.

 E escuto-te o mugido,

Oh vento que meu cérebro aleitaste,

Tempo que meu destino ruminaste.

Amor, amo, enquanto luzes, puro,

Dormido e claro, eu velo em vasto escuro,

 Ouvindo as asas roucas de outro dia

 Cantar sem despertar minha alegria.

by

Mário Faustino

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~ por rosana em 19/08/2009.

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