Canto VII

Kandinsky

E vem essa voz às maos,fazendo eco, abrindo o peito

 E vem da noite esse cheiro de poema molhado,

nao sei se das negras águas  do oceano,

ou dos meus olhos  que vao chorando,

memória , história, advento , passado..

Teu corpo está  perdido para sempre,

a alma liberta,

e no solo em que já nao pisas,

o  caminho é cego.

 

Eu sei que o poema está dormindo para sempre.Como tu.

Na largueza da noite rutilam  estrelas, frutos secos do tempo.

by

Anna Montenegro

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~ por rosana em 08/04/2012.

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