Composição escrita em um exemplar da gesta de Beowulf

 

 

 

 

 

 

 

 

Às vezes me pergunto que razões

Me movem a estudar sem esperança

De precisão, enquanto a noite avança,

Esta língua dos ásperos saxões.

Já gasta pelos anos a memória

Deixa cair a em vão e repetida

Palavra ,e assim é como minha vida

Tece e destece sua cansada história.

Será (me digo) que de um suficiente

E mais secreto modo a alma sabe

Que é imortal e que seu vasto e grave Círculo tudo abarca onipotente.

Para além deste afã e deste verso

Me espera inesgotável o universo.

By

Jorge L.Borges

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~ por rosana em 02/05/2012.

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